Nos dois jogos anteriores em casa, já tínhamos jogado bem sem ganhar (contra o Alta de Lisboa) e já tínhamos ganho sem jogar bem (contra o Domingos Sávio).
Como bem disse o Mister Paulo, o ideal é jogar bem e ganhar... e foi isso mesmo que a nossa equipa conseguiu fazer neste jogo. Dominámos completamente durante a primeira parte, em que fizemos os melhores 30 minutos da época. Uma exibição segura e autoritária, forçando o adversário a defender bem atrás, e a cometer erros, que soubemos aproveitar. A pressão constante e a dinâmica de jogo foram justamente premiadas com três golos: aos 9 minutos, 1-0 (Miguel Sequeira, de grande penalidade); aos 12 minutos, 2-0 (Ruben, de cabeça, a corresponder a um pontapé de canto); aos 21 minutos, 3-0 (João Guerra, num soberbo livre directo).
Era difícil manter o mesmo nível exibicional durante 60 minutos e, compreensivelmente, a segunda parte não foi tão bem jogada. Mesmo assim, manteve-se o maior pendor atacante da nossa equipa, que chegou ao 4-0 pelo Duarte, aos 41 minutos, novamente de grande penalidade. O Tires, que sempre procurou responder, viria a obter o seu golo aos 47 minutos. O resultado final foi obtido já no período de descontos, através de mais uma grande penalidade, desta vez convertida pelo Sérgio.
Grande jogo e grande resultado, mais uma vez a confirmar que temos uma equipa forte, unida e de qualidade. Segue-se agora um jogo grande, frente ao Benfica, que segue na primeira posição, só com vitórias. Depois do que fizemos frente ao Tires, apetece-me dizer como o José Torres em '86: "deixem-me sonhar!".
Jogaram: Fernando; João Guerra, Alexandre, Galrão, Filipe; Nuno, Miguel Sequeira, David, Tiago; Miguel Simão, Ruben (equipa inicial); Diogo Gouveia, Diogo Duarte, Sérgio, Gonçalo, Miguel Cardoso, Duarte, Dani.
O João Vicente também veio apoiar os colegas.
